Regina de Fontenelle





A cor da paixão

Em desejo possuída
se joga,
se rasga,
se estraga
contra os móveis,
sobre as plantas,
entremuros,
se vê fera,
se faz cadela,
se morde serpente,
ferida em seu desvario
no mais escondido recanto do seu bem-querer,
no seu coração perplexo e ávido
que ela desfibra devagar.


Um comentário:

Saramar disse...

As mulheres sabem o que dizer dos desejos das mulheres.
Sabem do arranhar, da cena, da luz...
Maravilha, como sempre!