Aila Magalhães




Poema para ninguém

Persiste-me o segredo
de um feito antigo.
- verdade ou mito?
(nem sei ao certo, admito)

Pelo sim e pelo não,
mantenho um nome
bem guardado, envolvido
em papel celofane
de um encarnado esmaecido,
embora vivo, ainda vivo.

Pelo não, pelo talvez,
repasso lençóis de seda
e a ferro quente,
marco a ponta de um momento,
dobrando no peito uma saudade incerta

nesse silêncio,
nessa noite quase infinita
encarcerada entre o algum dia ou nunca
um quase grito:
Você, maldito!


Imagem:
Sergej Lopatin

7 comentários:

  1. Muita,muita,muita saudades.

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  2. Anônimo16:27:00

    É mesmo, né Leo? Com a Aila aqui e esse belo poema, bate a saudade de outros tempos.
    O melhor de tudo é contar com a Aila hoje.Te gosto menina, não desapareça,tuas letras afloram meus sentimentos.

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  3. Anônimo19:07:00

    O poeta é um fingidor...como saber?

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  4. Anônimo16:34:00

    E esse homem misterioso da imagem? Esse chapéu...rs

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  5. Aila, conseguiu neste delicadíssimo (até quase o final) descrever o significado da saudade e as artimanhas da espera.
    Maravilhosa poeta.
    Que saudade!

    beijos

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  6. Anônimo06:02:00

    The best.

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Não fazemos censura prévia mas os exageros serão deletados.