Jorge Luis Borges






Despedida

Entre mim e o meu amor hão de se erguer
trezentas noites como trezentas paredes
e o mar será magia entre nós dois.
Nada haverá, senão lembranças.
Oh tardes que valeram a pena,
noites esperançosas de te ver,
campos de meu caminho, firmamento
que estou vendo e perdendo…
Definitiva como o mármore,
tua ausência entristecerá outras tardes.




7 comentários:

darlene disse...

Imagem belíssima.

Jà disse antes ...rs Melhor não partir, a despedida então...nem pensar.

Darklene disse...

acho tudo tão harmonioso.cheio de gentilezas,obrigado leo.

darlene disse...

darklene????
Sou eu não.Leo

darlene disse...

'tua ausência entristecerá outras tardes."
Muito triste, muito verdadeiro. Não gosto de despedidas e partidas, mas sei que inevitáveis.

Ana Paula disse...

Lindooo!
São mágicas as tuas palavras, encantou-me o teu sentir. Fica bem.

Sônia disse...

Viu isso Darlene? "darklene"
Te cuida Darlene...rs


"Definitiva como o mármore,
tua ausência entristecerá
outras tardes"...com certeza.

Saramar disse...

A ausência, a morte...
Neste mais triste poema, apesar da leveza, a morte é a presença mais notada.
E, no entanto, é belíssimo!