Mar Arável





Amanheces neste jardim de silencios
onde nada è exacto
nem a viagem que subscrevo
para agitar os pássaros

Talvez por isso vindime
até ao mosto
só para te nomear

mas quando fluis a voz
no deslise da chuva
e o vento em remoinho
te circula pernas acima
voo
demando os barcos
solto-me das palavras
neste jardim de silencios
tão verdes e penteados
onde ausente na curva dos dias
rente à fala
vais sepultando o corpo
a cantar
como um anjo à solta

Amanheces sem alegria mas cantas
e eu viajo ardendo
mesmo por cima das videiras
só para te ouvir cantar



Conheça o Mar Arável!

4 comentários:

  1. Anônimo06:17:00

    Já tinha lido o poema no
    Eufrázio Filipe. Muito bonito.

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  2. Anônimo06:40:00

    Léo, é mais um poema muito bonito que encontro aqui. Tenha um ótimo fim de semana.

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  3. Anônimo08:30:00

    Belo e triste.

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Não fazemos censura prévia mas os exageros serão deletados.