Salgado Maranhão







Do Raio


Nem o acre sabor das uvas

nos aplaca. Nem a chuva

nos olhos incendidos

devolve o que é vivido.

O magma que nos evapora

tange o rascunho das horas

sob um raio de suspense.

Nem o que é nosso nos pertence.



4 comentários:

darlene disse...

Realmente ...nada nos pertence, nem o breve momento, que se foi.

Sônia disse...

Mas...o que vai na alma e no nosso coração nos pertence...
E nem um raio pode destruir! rs...

darlene disse...

Pode sim, Sônia....até mais rápido do que imaginamos, infelizmente. Nem sempre precisamos de tudo do jeito que imaginamos....

Anônimo disse...

Querido mestre salgado maranhao gostaria de particpar com a leitura do poema trem de japeri n dia 28 10 na central apos 30 anos voltarei parausar 30 segundos do prazer da compnhia dospoetas e estimados companheiros se for possivel eu agra
deço(Ronaldo Macedo).
macedo_ronaldo@hotmail.com