Carlos Pena Filho




A Solidão e Sua Porta

Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha)

Quando pelo desuso da navalha
A barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha

Arquitetar na sombra a despedida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida

Com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.




2 comentários:

darlene disse...

O amor como solução mesmo que passageiro.

darlene disse...

Ou... o amor, a chama que mata.

A figura me fez pensar isso.Contradizendo o sentimento que tive pelo poema.