Arnaldo Jabor





A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso:
Superobjetos.
Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro. São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.
Mas, diante delas, o homem normal tem medo.
Elas são "areia demais para qualquer caminhãozinho".
Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens.
Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60.
Não há mais o grande "conquistador".




3 comentários:

darlene disse...

Tenho que concordar. É algo como que fazer de conta que somos livres, ninguém é. Ouso a dizer que não é questão de gênero. Acabamos por nos tornar escravos das convenções sociais, e, quando pensamos em nos livrarmos de uma inventamos outras.
Somos muitas vezes infelizes, mas nem tanto. Muito ainda está em nossas mãos.

Léo Scartezzine disse...

(Aplausos)
Belíssima conclusão, doce Darlene.

darlene disse...

Vc é um charme, Leo...rs