Folhetim



Jactâncias

"Aparentemente, a popularidade crescente do presidente da República está fazendo com que ele perca qualquer tipo de autocensura. Vemos isso como um prelúdio, uma amostra do que pode acontecer no próximo governo em termos de liberdades democráticas, já que a liberdade de imprensa é a grande garantia de todas as demais", disse Muylaert, referindo-se a um eventual governo de Dilma Rousseff (PT). [Presidente da Aner, Roberto Muylaert]

O iatolula

"Quem valoriza, de fato, a democracia está preocupado com os sinais de Lula --o ataque à imprensa é apenas um deles. Acrescentem-se aí os ataques ao Judiciário, quase beirando o deboche. Ou a frase pedindo o extermínio de um partido de oposição. Democracia, como se sabe, é, antes de mais nada, a garantia do direito das minorias. Ao se despedir do governo, Lula parece estar seguindo um projeto de aiatolá. Fora do governo, mas mandando como se fosse governo. Esse projeto de 'aiatolula' dificilmente vai acabar bem, por pressupor que a sociedade estará controlada. [Gilberto Dimenstein]

Tropicálias

Caetano repudiou Lula pelas declarações do presidente, semana passada, de que era preciso "extirpar o DEM" da vida pública nacional. "O povo brasileiro não pode ouvir isso sem reclamar", disse o cantor, alertando para a importância da liberdade de imprensa. "Se uma pessoa da imprensa reclamar, vem um 'idiota' dizer que a imprensa é golpista. Golpista é dizer que precisa destruir um partido político que existe legalmente", afirmou. Sobre Serra, Caetano disse que seu erro foi tentar associar sua imagem à de Lula no horário eleitoral gratuito. “Serra é um idiota que apareceu com Lula, querendo dizer que é igual a Lula. É burro”, sentenciou. [Caetano Veloso]

Suinologia


[..] Nunca antes nossos vícios ficaram tão explícitos, nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Já sabemos que a corrupção no País não é um "desvio" da norma, não é um pecado ou crime; é a norma mesmo, entranhada nos códigos e nas almas. Nosso único consolo: estamos aprendemos muito sobre a dura verdade nacional neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Por exemplo: ganhamos mais cultura política com a visão da figura da Erenice, a burocrata felliniana, a "mãe coragem" com seus filhos lobistas, com o corpinho barbudo do Tuminha (lembram?), com o "make-over" da clone Dilma (que ama a ex-Erenice, seu braço direito há 15 anos), com o silêncio eufórico dos Sarneys, do Renan, do Jucá... Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos! [Arnaldo Jabôr





Um comentário:

darlene disse...

Essas coisas me deixam indignada, doente, não sei, Tem que ser diferente, onde vamos acabar desse jeito.

A esperança e crença que tive com meu primeiro titulo de eleitor, era a geração que iria votar depois de tanta luta,perdi depois do Lula e sua galera.

Eu nem sei explicar o que me fará ir as urnas, nem sei.