Venúsia Neiva





Meditação

tarde úmida como uma lágrima.
do fundo de minha angústia medito na morte.
não basta, meu amor,
que tenhas lábios frescos como a água,
que tuas mãos sejam mornas e boas.
ó, amor meu,
medito na morte,
na nossa imensa fragilidade diante de tudo,
na vida que é um sopro,
que é todo uma sucessão de coisas inúteis.


Imagem: Max Miranda



3 comentários:

Sonia disse...

Adorei a imagem!

Léo Scartezzine disse...

Obrigado pela sugestão.

Anônimo disse...

Belo!

Max Miranda